domingo, 26 de julho de 2015

Lendas Urbanas - Amigo imaginário

Lendas Urbanas


Amigo imaginário


Quando eu era criança eu tinha um amigo que se chamava Tonny, ele era legal, se parecia com um anjo luminoso e foi como o descrevi para minha mãe, ela falou que era coisa de criança porém eu via ele e ele me dizia coisas muito bacanas sobre a vida e sobre como ele tinha partido deste mundo.
Ele me falava que era um ex militar do exercido e que já tinha visto muito nesta vida, e aprendeu que não se deve confiar em ninguém. Ele era muito alto uns 2 metros de altura, tinha uma barba branca enorme.
Ele me contava histórias sobre a guerra e sobre como as pessoas são horríveis e desprezíveis, matava por dinheiro e sobreviviam com uma honra que nem sabiam o que significava. Minha mãe me pegou 3 vezes falando  com ele e preocupada me mandou para um psicólogo. Foi quando tive a primeira orientação de Tonny, lembro como hoje quando ele baixinho me falou ''Ela não te quer bem querido Boby, eu não te faço mal, porém ela te bate quando está estressada e sem dinheiro, te bate quando tira malditas notas baixas, ela é apenas mais um inimigo Boby”. Fiquei com medo mas tentei entendê-lo, afinal ele tinha sofrido muito durante a vida e estava acostumado a não confiar em ninguém e odiar o capitalismo.
Ele vinha me visitar todas as noites e não entendia o que realmente ele queria ensinar, ele explicou como fazer uma bomba caseira, como disfarçar cheiro de mortos e como me esconder. É acho que ele tinha muito a me ensinar,  era muito estranho eu ter um amigo que só eu conseguia ver, mas ele falava que de alguma outra forma meus familiares, meu irmão, minha mãe e meu padrasto irao vê-lo em breve, perguntei como e ele me falou que logo todos iriam morar dentro do guarda roupa com ele, eu achei estranho mas não questionei, afinal ele era um ser da minha cabeça.
Minha mãe chegou estressada no dia seguinte, ela falou que tinha perdido o emprego e me deu um tapa por dar um abraço nela, meu irmão chegou bêbado e eu corri para o quarto porque sei que quando ele chega aqui ele vem para me dar carinho no quarto e eu não gostava daquela situação, ele sempre fazia a mesma coisa chegava bêbado entrava em meu quarto tirava seu penîs para fora e pedia para eu fingir que era uma brincadeira e era horrível, meu padrasto chegava e fazia a mesma coisa todos os dias, deixava a chaves em cima da mesa vinha em meu quarto e me dava uma chinelada na cara por não ter feito o dever, engraçado porque eu me lembro que eu sempre fazia o dever de casa, mas ele insistia em me bater.
Comecei a refletir sobre aquilo, sobre como as outras crianças eram e como minha vida tomava um rumo, eu era uma criança de 10 anos que não sabia nem ler e nem escrever, nunca tinha ido a escola, e ficava trancado em um quarto escuro, com uma família que acho que não me dava o que via na TV, não me dava carinho. E meu único companheiro era um velho homem que todos juravam ser imaginário só que apenas ele me ensinava alguma coisa.




Mas realmente chegou a minha vez, eu queria  apenas que tudo aquilo parasse, peguei um tubinho com uma quantidade de pó branco que meu padrasto sempre cheirava antes de dormir e fiz o mesmo que ele. Vi a vida completamente diferente, e não era apenas mais eu e o tonny, agora também tinha a família do Tonny, eram 18 soldados do exercito da 1å guerra, liguei o gás da cozinha e deixei ele vazando durante a noite.  Quando era umas 5 horas da manhã, peguei uma faca na cozinha cheguei no quarto de minha mãe e a velha porca estava roncando e o verme do meu padrasto estava todo encolhido mostrando o peito cabeludo e sua tatuagem do pentagrama no peito a mostra.
peguei a faca e cortei o pescoço de meu padrasto, era engraçado ver o sangue voando na parede, com o barulho minha mãe acordou, e antes dela gritar enfiei a faca no seu peito e arranquei o que ela tinha de mais duro, seu coração. Chegara a hora de brincar com meu irmão, cheguei fazendo barulho no quarto,  ele acordou e perguntou “quer brincar Boby?”. Eu disse que sim, ele tirou o pênis para fora, e eu tirei a faca do bolso de traz e cortei aquela minhoca suja, ele gritava de dor e eu gargalhava de prazer,  o matei por misericórdia e coloquei seu pênis na boca dele e desci para a cozinha, risquei um fósforo e não me lembro de muita coisa só de uma claridade, e lembro de acordar no guarda roupa de um menino com e ele olhar para mim chorando e falando que sua família não deixava ele brinca na rua e que seu pai não ligava para ele.
Boa noite caro amaldiçoado 

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